Há alguns anos me questiono sobre o que tenho de errado... Durante a infância e adolescência, tentei estabelecer vínculos de amizades que, no final, eu era a amiga sozinha. Aquela pessoa que só é útil ou convidada porque o melhor amigo não pôde ir. Agora, durante a minha gestação, me senti tão sozinha. Comprei as primeiras roupinhas do meu bebê e não tinha a quem contar. Fiz um vídeo, sem muitos detalhes, e mandei para o meu pai, mas depois queria repassar para alguém, mas quem?
Com quem contar? A quem contar? Alguma svezes queria apenas conversar sobre coisas da vida com alguém além do meu marido. Porém, percebo que não há espaço para mim. Meus vínculos de amizades se comportam no que chamam de "amizade com baixa manuntenção". Aquelas amizades superficiais, com encaminhamento de memes e malmente um "saudade. amo você". No entanto, me questiono qual a graça da "saudade" e do amor, sendo que, no final, nunca iremos nos ver e tão pouco fazer parte de verdade da vida do outro? Se eu precisar de verdade vou pode contar com alguém? Diante das inúmeras vezes em que precisei de alguém, acredito que a resposta seja não.
a banda FHOP possui uma música chamada "quebra o silêncio". Em um trecho destacam o seguinte: "no final sou eu e Você". Esse "Você" é remetido a Deus, alguém que de fato sempre estará lá. E é assim que me sinto. No final, sempre sou eu por mim mesma e Deus comigo. Hoje comentei com o meu esposo que caso não casasse com ele seria solitária. Meu sonho era ter uma vila com os meus amigos na velhice, não sei se ainda é possível, mas ficaria feliz se algum dia pudesse realmente experimentar o poder da amizade humano e ter amigos mais chegados por irmão.
fonte da imagem: pinterest

Comentários
Postar um comentário